Taubaté está de luto por ídolo histórico e recordista
O Taubaté comemorou no domingo o 112º aniversário de uma história que acabou tendo um dos seus marcantes personagens deixando o clube de luto nesta terça-feira. O lateral-esquerdo Cleto, do título de 1979 e com acesso ao Paulistão, morreu aos 73 anos e deixando um recorde no Clássico do Vale.
No ínicio da década de 70, Cleto começou a se destacar no futebol amador de Nhandeara, a cidade onde nasceu. Convidado para testes no América de São José do Rio Preto, virou destaque de um time que foi quarto colocado no Paulistão de 75.
Emprestado ao Taubaté para a temporada 78, assumiu a lateral-esquerda e em 79 foi importante na conquista do título da Divisão Intermediária que valeu acesso ao Paulistão 80.
Em Taubaté
O jornalista e historiador Moacir Santos divulgou o seguinte texto em seu blog moataubate.com: “Cleto ídolo do EC Taubaté, faleceu nesta terça-feira”
O futebol de Taubaté amanheceu de luto. Cleto, ídolo do Esporte Clube Taubaté, faleceu na manhã desta terça-feira (3), após permanecer hospitalizado por um período, na cidade de São José do Rio Preto.
A notícia toca diretamente a memória afetiva dos torcedores que acompanharam uma das fases mais marcantes do clube e viram nele um símbolo de entrega, presença e respeito pela camisa alviazul.
Entre 1978 e 1984, Cleto vestiu a camisa do Taubaté em 313 jogos. Marcou 3 gols, mas seus números mais importantes não cabem apenas na estatística ofensiva. Eles aparecem na regularidade, na longevidade e na força de quem atravessou temporadas inteiras defendendo o clube em momentos decisivos.
No clássico
Campeão pelo EC Taubaté em 1979, Cleto também ficou marcado por outro feito especial: foi o jogador que mais participou do grande clássico regional entre Taubaté e São José, com 19 partidas disputadas.
Para uma rivalidade tão forte no Vale do Paraíba, esse recorde diz muito sobre sua importância.

Sete temporadas
Cleto chegou ao Esporte Clube Taubaté em 1978 e permaneceu no clube até 1984. Foram sete temporadas de ligação direta com o time, com a cidade e com a torcida.
Disputar 313 jogos por uma mesma equipe é marca para poucos. Esse número revela confiança, preparo, sequência e, acima de tudo, compromisso e profissionalismo.
Não se trata de uma passagem curta, nem de uma lembrança apagada pelo tempo. Cleto esteve presente, jogo após jogo, em uma fase que ainda vive na memória do torcedor taubateano.
O ano de 1979 ocupa um espaço especial na história do EC Taubaté. Cleto fez parte do elenco campeão daquele ano, uma conquista que ajudou a consolidar sua imagem como ídolo do clube.
Despedida
A despedida de Cleto deixa tristeza, mas também convoca reconhecimento dos torcedores e Diretoria. Não foi apenas um atleta que vestiu a camisa em algumas partidas, foi presença constante durante anos decisivos.
Ainda assim, o legado de Cleto está também naquilo que não se mede com facilidade. Está na admiração dos torcedores, no respeito de quem conhece a história do clube e no espaço reservado aos jogadores que honraram uma camisa.
Neste momento de luto, o futebol taubateano se despede de um de seus nomes importantes.
A história, porém, não se despede, ela permanece nas arquibancadas, nos arquivos, nas lembranças de quem sabe o valor de um ídolo.
Sobre a carreira
Cleto José Gomes Neto, natural de Nhandeara-SP, nasceu em 21/10/1953, foi casado com Neide Aparecida Renzetti Gomes, com quem teve dois filhos, Alex Willian e Anahy.
Iniciou sua carreira na equipe amadora de Nhandeara EC, em 1973 foi para o América de São José dos Rio Preto, e veio defender o EC Taubaté em 1978, permanecendo até 1984. No ano seguinte jogou pelo Tanabi EC, quando disputando as finais do campeonato da Segunda Divisão (atual), enfrentou pela primeira vez o EC Taubaté no quadrangular (dispoutado no Morumbi) que ainda contou com Novorizontino e Mogi Mirim.

Nas imagens, Cleto no time do jogo da conquista do título de 1979 com vitória por 2 a 1 sobre o São José no estádio palmeirense Palestra Itália: Wagner, Ari, Cleto, Piorra, Banha e Botu; Amauri, Toninho Taino, Antônio Carlos, China e Betinho (foto de EC Taubaté/Divulgação) e em jogo do América no antigo estádio de São José do Rio Preto, o Mário Alves de Mendonça (América FC/Divulgação).

